Eu olhava ao redor. Nada mais estava como antes. As flores mucharam, o sol se escondeu, e o vento gelado me causava arrepios. Eu olhava para o chão, pensando em como eu pude deixar a felicidade escapar, então as lágrimas rolaram sobre minha face, e cairam no chão, formando uma poça, em que eu conseguia ver um reflexo. O meu reflexo. O reflexo de uma pessoa que não tinha mais forças para lutar, de uma pessoa que precisava de ajuda, mas a cada instante se sentia mais abandonada. Eu não conseguia acreditar que os meus sorrisos se transformaram em lágrimas em tão pouco tempo. Ah, como eu queria alguém para abraçar. Alguém que eu pudesse me agarrar, pra nunca mais soltar. Alguém que se tornasse o meu porto seguro. Alguém que me completasse, não que me mudasse. Melhor dizendo, alguém que nunca vai existir. E as lágrimas novamente rolavam, inconformadas por saberem que aquele céu cinza as perseguiria para sempre. Salve-me, vem depressa, vem me salvar, não me deixe chorar mais.