Segura a minha mão, olha como elas se encaixam. Eu gosto disso, dessas coisas simples. Só de pensá-las, já me bate aquela vontade de sorrir. Parece estranho, mas é uma sensação tão maravilhosa, essa sensação de saber que eu não preciso de muito pra ser feliz. Veja nossas mãos, você não sente uma vontade imensa de abrir um sorriso quando as vê juntas desse jeito? Calma, vou pegar um filme e um cobertor. Tá vendo, você tá sorrindo. É bom ser assim, da simplicidade, das coisas poucas, dos detalhes. É muito bom sair na rua e se alegrar só porque viu um passarinho alimentando seu filho, ou porque o café tá exatamente do jeito que você gosta, ou porque do nada você começou a ouvir tocar em algum lugar a sua música preferida. Vou te contar uma coisa, alguns dias atrás eu estava no escritório, naqueles dias entediantes, chefe pegando no pé, trabalho até a ponta do cabelo. Aqueles dias sem sorrisos, sabe? Quando eu olho pela janela do terceiro andar, e aquelas gotas batem no vidro. Estava chovendo. Não sei o que aconteceu, mas eu simplesmente esqueci o trabalho, sai da minha sala, desci as escadas, sai do prédio, e simplesmente comecei a olhar aquela chuva mansa. E sabe o que eu reparei? Que aquela sensação que me fez esquecer tudo o que estava em minha volta somente para ouvir o barulho da chuva, aquilo era a tal felicidade. Sem motivos, sem complicações. Felicidade é simplicidade. Até rima, não é? Felicidade é você olhar pro lado e ver que a pessoa que você ama está sorrindo e você simplesmente sorri também. Só isso.