Se sentir totalmente, completamente, inteiramente completo de amor, e ver que esse amor vai ter que continuar guardado ali. Pra sempre. Até que uma coisa aconteça: o amor.
Não considero amor o que você sente por alguém que não sente o mesmo, ou melhor, que não sente o mesmo por você.
Isso eu chamo de dor, horror, tudo menos amor.
Existe coisa pior do que ver quem você ama, ou melhor, quem você sofre, amando alguém. Alguém sem ser você. E ver que você chegou em um ponto em que tudo o que você faz é pra ela. É por ela. É para tê-la. É para sentir o amor. AMOR, não dor.
É tudo o que você quer fazer é parar de sofrer; é parar de pensar somente nela; é parar de querer ficar ao lado dela 25 horas por dia, 8 dias por semana.
Mas você não consegue. E sabe que nunca vai esquecer aquele rosto. Aquele cheiro. Aquele toque.
Aquela pessoa.
E a cada dia que passa, você toma mais consciência de que ela nunca vai corresponder o seu sentimento.
Sentimento esse que vai dando lugar a um desejo, um desejo de não querer sofrer mais. Um desejo de morrer, morrer por amor. E muitas vezes tomamos essa decisão, morrer por amor, sendo que a decisão correta era o amor morrer, e não morrer por amor.
Morrer, digo a pequena chance de sobreviver em meio a tanta dor, que deveria ser amor.
Amor, simples e complexos, bonito e horrendo.
Uma dica, só sinta por quem te retribua; eu sei que não controlamos nosso coração, mas eu sei que não existe dor pior, do que dor de amor.
