Depois da chuva, da tempestade, do terremoto, de 2012, será que ainda vai existir isso que chamamos de amor? Será que o ser humano não se tornará tão egoísta, e viciado nas coisas mundanas, que esquecerá completamente o valor dos sentimentos; não somente dos sentimentos bons, mas também dos sentimentos desprezíveis (que por mim nem deveriam ser chamados de sentimentos, pois nunca deveriam ser sentidos por alguém), pois tudo vai ser tão virtual, tão material, tão desigual, tão banal, que o homem não será capaz de estabelecer qualquer tipo de relação com algum outro ser vivo? 

Talvez o homem se torne irracional.
Irracional, não no sentido de não pensar, mas no sentido de pensar demais.
Querer tudo do jeito pensado, e pensar em tantas coisas complexas e esquecer-se das melhores coisas da vida, que por ironia, são as mais simples. Travar uma luta fútil contra tudo e todos em busca do prêmio que será o que todos os homens daqui a algum tempo irão buscar: a perfeição. Prêmio esse, que qualquer um em sã consciência sabe que é impossível de ser alcançado. IMPOSSÍVEL.
Mas nesses tempos, o homem também tentará superar o impossível.
E pensará em tudo para fazer isso acontecer.
Voltamos ao começo, ao pensamento do homem. O que fez com que ele evoluísse, e ao mesmo tempo regredisse.
E assim vai ser a vida do homem, ao chegar ao maior ponto de sabedoria possível a um ser mortal como nós, irá tentar superar todas as leis impostas pelo Ser Supremo.
E, lógico, não irá conseguir, e ficará assim dando voltas e voltas em seus pensamentos, até redescobrir os verdadeiros valores da vida, o que espero que não demore muito.

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