Será que alguém que nós amamos muito, sentirá nossa falta quando o nosso fim, pelo menos nessa fase material, chegar?
Quantos pessoas irão no nosso velório?
Será que depois de um ano de nossa partida, alguém ainda vai lembrar nosso nome?
Você se preocupa com isso?
Não deveria, pois isso são as perguntas sem respostas. Se não existem respostas, por que tentar encontrar uma?
Abandonar essas questões fúteis que a vida, ou talvez a morte, nos propõem e pensar nas questões verdadeiramente importantes: se eu morrer, será que eu fiz tudo o que deveria ter feito?
Será que eu já dei um abraço em quem eu amo VERDADEIRAMENTE, superando a vergonha e tudo o que esteja atrapalhando esse acontecimento? Será que eu já preguei o evangelho? Será que eu já pedi perdão para alguém? Será que eu já disse um "eu te amo" verdadeiro? Será que as pessoas que mais sentiriam falta de mim, são as que eu mais convivo agora, enquanto posso? Será que eu faço algo de importante para as pessoas lembrarem-se de mim quando eu partir? Será que eu não valorizo as pessoas erradas, que não importam-se comigo, enquanto pessoas que acelerariam o próprio fim, para o tardar do seu são totalmente ignoradas pelo nosso coração? Será que o nosso amor foi corretamente e verdadeiramente dividido entre as pessoas?
Você gostaria que seu fim fosse o mais próximo possível ou o mais tardio?
Fim. Um dia chega. Cabe a nós aproveitar nossos dias o máximo possível.
Sorria para quem você quiser. Abrace qualquer pessoa que você ame. Sinta o que você quer realmente sentir. Um gesto de carinho nunca traz consequências ruins.
Que a lágrima que os olhos das pessoas amadas deixarem cair ao som da notícia do nosso fim, não seja somente a tristeza de perder uma pessoa querida, mas o grito reprimido de dor, de sentir o coração diminuindo, diminuindo, perdendo todo o espaço que antes era ocupado por amor a você.
